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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

"AS OPERAÇÕES VIRÃO A SEU TEMPO", DIZ SUPERINTENDENTE DA PF EM ALAGOAS!!!


“As operações virão a seu tempo”, diz superintendente da PF em Alagoas.

Omar Haj Mussi avalia como positivos os seis meses de trabalho no estado.


por Teresa Cristina
Teresa Cristina
“As operações virão a seu tempo”, diz superintendente da PF em Alagoas
Seis meses à frente da Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, o delegado Omar Haj Mussi avalia como positivo o período em que está atuando no estado. Em relação à greve dos agentes, escrivães e papiloscopistas, o superintendente da PF afirmou que a paralisação afetou os trabalhos em Alagoas, assim como em todo o País.
Sobre investigações contra gestores municipais, Haj Mussi afirmou que já existe em Alagoas, a exemplo de outros estados brasileiros, um núcleo especializado em apurar denúncias de desvio de verba pública. Sobre futuras ações da PF em Alagoas, o delegado afirmou que elas “virão a seu tempo”.
CadaMinuto - Como o senhor avalia o tempo em que está à frente da Superintendência da PF em Alagoas?
Omar Haj Mussi - Em aproximadamente seis meses chefiando a equipe da Superintendência de Alagoas, tenho que o balanço foi positivo, em que pesem alguns obstáculos de natureza administrativa, que considero normais em qualquer transição de comando.
CM – O que o senhor encontrou no estado era o que imaginava ou percebeu alguma dificuldade?
OHM – De uma maneira geral, as dificuldades encontradas não diferem muito de outras unidades da Polícia Federal Brasil afora. É certo, porém, que Alagoas possui algumas peculiaridades decorrentes, principalmente, da realidade sócio-econômica e cultural do Estado, com reflexos na criminalidade.
CM – Em relação às eleições, como avalia o trabalho da PF no estado?
OHM – Em razão da greve de parte do efetivo por aproximadamente setenta dias, não foi possível cumprir à risca o planejamento operacional elaborado para as eleições deste ano. No entanto, a greve foi suspensa por ocasião da semana do pleito, possibilitando a retomada das ações, inclusive com o reforço de equipes policiais de outras unidades da Polícia Federal. De uma maneira geral, o balanço foi positivo, efetuamos inúmeras diligências, prisões e autuações e, ao final, o nosso trabalho foi elogiado pelo Tribunal Regional Eleitoral.
CM – O senhor acha que, em algum momento, o seu trabalho foi prejudicado pela greve na Polícia Federal?
OHM – Sem entrar no mérito das reivindicações estabelecidas pelo movimento grevista, é evidente que o trabalho da Polícia Federal em todo o Brasil foi afetado pelo movimento paredista.
CM – Com a paralisação, investigações ficaram paradas? Como está sendo a retomada pós-greve?
OHM – As investigações não ficaram paradas, mesmo porque a greve foi somente de parte do efetivo policial, ainda que tenha sido uma parcela significativa. O momento agora é de retomada do ritmo normal, sendo certo que os resultados surgirão no tempo próprio de cada investigação.

CM – O que o senhor acredita ser o maior desafio à frente da PF em Alagoas?
OHM – Os desafios no combate à criminalidade são diários e requerem atenção permanente da Polícia Federal, especialmente no que diz respeito à luta contra o crime organizado e a corrupção. O grande desafio da PF é servir à sociedade através do incremento das ações investigativas, bem como da ênfase na qualidade da prova produzida nestas investigações, de modo a propiciar um processo penal eficiente e eficaz, reduzindo, assim, a sensação de impunidade que aflige a população.

CM – A PF tem atuado bastante em relação ao tráfico de entorpecentes. Durante o tempo em que está chefiando a Superintendência, qual a quantidade de drogas apreendidas e quantas pessoas foram presas nesse tipo de ocorrência?
OHM – Cocaína, 31,597 Kg; maconha 1.609,170; e Ecstasy, 197 comprimidos.

CM – O superintendente anterior, Amaro Vieira, disse em entrevista ao CadaMinuto (em dezembro de 2012), que havia 90 investigações em andamento contra prefeitos no estado. Quase um ano depois, como andam esses inquéritos?
OHM – O número de investigações não deve ser divulgado. Porém, entendemos que o combate a desvios de recursos públicos é uma das prioridades da Polícia Federal e, para tanto, foi criado na Superintendência de Alagoas um grupo especializado neste tipo de investigação, para que todos os casos desta natureza sejam concentrados e analisados de forma sistêmica, a fim de otimizar os resultados.

CM – O volume de investigações em Alagoas é grande na Polícia Federal. O efetivo é suficiente para realizar o trabalho?
OHM – Todo gestor policial gostaria que seu efetivo fosse suficiente, não somente para dar cabo das demandas já existentes, mas também vislumbrando as necessidades futuras. Mas para tanto, seria necessário a realização de concursos públicos periódicos para a reposição dos servidores aposentados ou em vias de se aposentar, bem como o natural crescimento das demandas decorrentes do aumento populacional e crescimento da economia.

CM – A PF no estado é conhecida pelas operações que realiza em todo o País. Em Alagoas, não é diferente. Desde que o senhor assumiu ainda não houve nenhuma grande ação, isso tem a ver com a greve ou não?
OHM – As operações policiais virão a seu tempo. Não como fruto desta ou daquela gestão, mas como resposta da Polícia Federal à sociedade alagoana.


CADAMINUTO.



                                                        
                                                              
                                                     THE END.





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